domingo, 10 de julho de 2016

A nossa situação...

Eu, casada há 22 anos, único homem na vida. Único beijo, única experiência amorosa e sexual.           Meu moço, meu Amauri, solteiro, a procura de um amor verdadeiro. Meu casamento, sólido, com filhos, mas que depois de tantos anos precisava de algo inovador, e após inúmeras conversas, eu e meu marido, resolvemos ter novas experiências, descobri um desejo guardado de meu marido, um desejo de saber que eu seria de outro homem também. E então, marido liberou que eu tivesse um namorado. Marido não quer outra mulher, o tesão dele é saber que sou de outro homem também. No começo foi muito difícil aceitar essa ideia dele. Achei até que ele estava me tratando como uma mulher qualquer. Logo eu, que até então só tinha ele como homem na vida. Sou uma mulher de respeito, do trabalho pra casa, sem amizades, mãe, esposa, dona de casa. Mas aquela proposta mexia com a minha cabeça e a curiosidade e o desejo me pegaram de jeito, e eu aceitei experimentar a situação. Então fui "procurar" o homem ideal, em redes sociais de relacionamentos. Pois não queria um homem só pra sexo, queria um homem que me enxergasse como mulher, não uma vadia. Uma mulher independente, uma mãe de família e esposa. Mas que queria viver uma nova experiência e teria um "namorado" com o consentimento do marido. Uma verdadeira e tesuda loucura! Único perfil que gostei foi o do meu moço, Amauri, aquele moço que me atraiu só em ler sua descrição. Pronto! Achado! Conversamos muito, até que acontecesse o primeiro encontro. O moço ficou de pensar na proposta, pois não aceitaria fácil essa situação. Mas pensaria. Primeiro encontro, a gente se encanta um pelo outro, tudo se encaixa, tudo certinho. Duas vidas sendo expostas sem arrodeios. Em instantes ele já me conhecia por inteiro. Por inexperiência minha fiquei com medo de beijá-lo. Envergonhada, tímida, não sei. Mas puramente encantada por aquele homem que mesmo sabendo de toda a loucura da proposta, me tratou com todo respeito do mundo.                                                                                                        Segundo encontro, praticamente nos abraçamos e não nos desgrudamos mais, por duas horas ficamos ali, totalmente entregues. Ai... Se pudesse voltar no tempo. Seus beijos... Só de lembrar vivo suspirando... Foi assim, na beira da praia, sentados num banquinho, que nem vimos a hora passar... Viajei pra outro mundo, esqueci do mundo, esqueci de tudo. Me vi ali com um homem totalmente apaixonante. Muito desejo, muito tesão... Parecia que eu já era dele, sem vergonha, sem milindres, totalmente entregue. Sentada no colo dele, olhando nos olhos dele e me sentindo a mulher mais desejada do mundo. Homem puro, educado, cheio de desejo, tesudo. Passei a mão por cima da calça jeans dele e senti o quanto desejo ele estava, com tanto tesão, que não havia disfarces. Ele me abraçou de costas e pude sentir. Aquele membro duro, ereto, esfregando em meu bumbum por cima da calça. Que delícia! Só de lembrar fico doida de desejo... A cada beijo, a cada parte do meu corpo que ele tocava eu sentia um fervor tão grande, sensações totalmente inovadoras. Ficamos ali e nem percebemos o tempo passar, um engolindo o outro, era tanto desejo que parecia que não existia nada e ninguém ao nosso redor. Chegou o horário de ir pra casa e ele foi me levar no ponto de ônibus, agarrados, de mãos dadas, enamorados. Nossaaaaa! Depois de 22 anos. Que sensação! Outro homem?! Outra boca?! Outro gosto?! Outro abraço?! Outro calor?! Outra voz... Estranho?! Não! APAIXONANTE! Gostoso e intenso! Beijos de despedida e eu fui pra casa com a cabeça tão mexida que quase perdia a parada do ônibus. Passei a noite pensando naquele moço negro que acabara me conquistando de jeito. Como assim?! Fui liberada para experiências sexuais. Paixão?! Gostar?! Amar?! Não, inicialmente não era essa a proposta. Mas agora, já era tarde... O que havia brotado no meu peito, difícil de tirar. Meu desejo?! Ir pra cama com ele, sentir o corpo dele no meu, em um lugar só nosso onde eu pudesse me entregar ao prazer. Esquecer tudo e viver essa paixão! Como arrancar pela raíz, algo que já havia brotado, dado flor?! Aconteceu... Não foi intencional... Aconteceu! Nem eu esperava isso, fui pega de surpresa, eu achei que não me apegaria, que só beijaria e sentiria desejo sexual. Mas foi mais, muito mais... Essa paixão me consome. A moça se apaixonou pelo moço...

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